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Após apoiar o PT, Boff se defende de acusações nas redes sociais

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  • domingo, 22 de março de 2015
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  • Redação
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  • Segundo o teólogo, centro de direitos humanos foi acusado de corrupção

    Ex-frade tem defendido o partido em declarações recentes. Foto: Reprodução/Facebook
    Da Redação

    O teólogo Leonardo Boff se defendeu acusação por meio de postagem em seu blog neste domingo (22).

    "Correu pelas redes sociais uma  falsa afirmação de que o Centro de Defesa do Direitos Humanos de Petrópolis, do qual sou presidente honorário (sem qualquer remuneração) teria sido de forma corrupta beneficiado pelo governo federal  do PT", afirmou o ex-frei franciscano em sua página pessoal.

    Boff, que reproduziu nota de esclarecimento e repúdio da entidade, apoiou a reeleição da presidente da República Dilma Rousseff (PT) e defendeu o governo de protestos, como em recente entrevista a jornalistas no Uruguai.

    O teólogo comentou na ocasião que manifestações contra o governo mostram uma "raiva generalizada". "Mas não é ódio contra o PT, é ódio contra os 40 milhões de pobres que foram incluídos em espaços, que antes eram reservados às classes poderosas", afirmou.

    Relembre as polêmicas

    Boff é um dos percursores da chamada Teologia da Libertação, que se opõe à desigualdade proporcionada pelo sistema capitalista e que defende uma Igreja voltada para os pobres.

    Seu livro "Igreja: Carisma e Poder", publicado nos anos 80, fez críticas como o excesso de poder do clero e a maior preocupação com os pecados da doutrina do que com os morais.

    O então membro da OFM (Ordem dos Frades Menores) acabou sendo condenado a um "silêncio obsequioso" pelo prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé (antiga Inquisição), Joseph Ratzinger, o futuro Papa Bento XVI.

    O frade resolveu, logo em seguida, deixar a vida consagrada e se dedica hoje a escrever livros sobre teologia e ecologia e a dar palestras.

    Leia a nota do Centro de Defesa dos Direitos Humanos:

    "NOTA DE ESCLARECIMENTO E REPÚDIO

    O Centro de Defesa dos Direitos Humanos de Petrópolis foi criado em novembro de 1979 tendo entre seus fundadores Leonardo Boff, que atualmente é diretor-presidente da instituição. Dentre os diversos projetos desenvolvidos pela instituição desde a sua criação, o CDDH realizou a execução do Programa de Proteção a Vítimas e Testemunhas Ameaçadas do Estado do Rio de Janeiro (PROVITA/RJ), em convênio com o governo do Estado do Rio de Janeiro e este conveniando com o Governo Federal, de maio de 2002 até maio de 2014 abarcando governos do PSDB e PT. Por conta da natureza do Programa e suas necessidades, o volume financeiro dos convênios resulta em um montante considerável (mais ainda abaixo de muitos estados que se preocupam com investimento nesta política).

    Este convênio, com o Governo do Estado do Rio de Janeiro, saiu da execução da instituição em maio do ano de 2014 deixando uma dívida de R$ 167.997,29, que está sendo negociada por meio de um Termo de Ajuste de Contas por despesas contraídas para a garantia da vida dos usuários e beneficiários do Programa. Todas as atividades do PROVITA/RJ são orientadas e fiscalizadas
    pelo CONDEL – Conselho Deliberativo do Programa e todos os documentos de prestação de contas de TODOS os convênios institucionais estão em dia com os financiadores da instituição, sejam governamentais ou não.

    Para a execução dos projetos, desde a sua fundação, o CDDH conta com a parceria financeira prioritária da cooperação internacional e de parceiros históricos. Com a crise europeia dos últimos anos e a priorização de recursos destes parceiros para atendimento a outros países, a instituição
    passou a buscar recursos locais, concorrendo a editais, possibilidades de financiamento e apresentando os projetos a instituições privadas, fundações e empresas de economia mista. O financiamento da Petrobras, para a efetivação do projeto ArticulAção, voltado para jovens moradores de comunidades periféricas da cidade de Petrópolis, foi iniciado em fevereiro de 2014 e desde então, a organização recebeu apenas a primeira parcela do contrato, estando em constante acompanhamento pela equipe de monitoramento desta estatal.

    O CDDH-Petrópolis, para manutenção de seu título de Utilidade Pública Federal, mantém transparência de todos os seus repasses e gastos com projetos.

    Leonardo Boff, assim como os outros membros da diretoria da Instituição, são voluntários e, no caso deste, sua contribuição mais valiosa é a dedicação de seu tempo de modo militante em favor dos pobres e desfavorecidos atendidos pelo CDDH e por outras instituições e movimentos de Direitos Humanos, chamando atenção para este debate.

    Salientamos a importância de esclarecer as notas que tentam criminalizar, sem provas, os movimentos sociais e que colocam em risco o trabalho social e político desenvolvido em favor dos excluídos. Infelizmente estas falas soltas, sem qualquer averiguação, objetivam provocar o enfraquecimento da luta por direitos humanos.

    Carla de Carvalho / Rafael Coelho Rodrigues
    Coordenação Executiva – CDDH-Petrópolis"