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Leonardo Boff afirma que Papa tem medo de ser envenenado

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  • terça-feira, 24 de março de 2015
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  • Em entrevista à Globo News, teólogo afirma que pontífice toma cuidado nas refeições

    Parte do clero é contrária a mudanças na Igreja. Foto: Reprodução/Globo News
    Da Redação

    O Papa Francisco tem medo ser morto por cardeais contrários ao seu papado. Quem afirma isso é o teológo Leonardo Boff, que concedeu entrevista ao jornalista Roberto D'Ávila na Globo News, no último domingo (22).

    Boff é um dos percursores da chamada Teologia da Libertação, que se opõe à desigualdade proporcionada pelo sistema capitalista e que defende uma Igreja voltada para os pobres.

    Seu livro "Igreja: Carisma e Poder", publicado nos anos 80, fez críticas como o excesso de poder do clero e a maior preocupação com os pecados da doutrina do que com os morais.

    O então membro da OFM (Ordem dos Frades Menores) acabou sendo condenado a um "silêncio obsequioso" pelo prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé (antiga Inquisição), Joseph Ratzinger, o futuro Papa Bento XVI. Deixou, em seguida, a vida consagrada e se dedica hoje a escrever livros sobre teologia e ecologia e a dar palestras.

    "Eu acho que ele corre risco", afirma o teólogo sobre Papa Francisco. "Ele soube disso, há uma tradição no Vaticano de envenenar papas. Por isso pede toda hora pede que rezem por ele. Já comentou com alguns amigos que come na casa de hóspedes porque diz: 'assim é mais difícil me envenarem!' Diz com humor, mas é a verdade", denuncia o teólogo.

    Boff, que diz que Bento XVI teria renunciado pelo mesmo receio, afirma que o pontífice atual pediu que o teólogo e outros amigos montassem uma articulação para apoiar o Papa a "desmontar" a atual estrutura da Igreja, seus "interesses" e "manhas".

    O teólogo se reaproximou da Igreja com a eleição de Francisco, após se afastar durante os dois últimos papados. A censura promovida por Joseph Ratzinger ocorreu durante o papado de João Paulo II.

    Segundo a agência de notícias Ansa, encíclica que Francisco planeja terminar de revisar esta semana foi feita com material enviado por Boff, o que foi confirmado pelo próprio teólogo em entrevista no ano passado.

    Rumores ouvidos por Paulistana afirmam que os pacotes teriam sido enviados por meio do núncio apostólico da Argentina, Emil Paul Tscherrig. Seria o único modo seguro de cartas e outros materiais chegaram até o pontífice, devido a interferência da parte do clero que é contrário ao atual papado.

    João Paulo I, que foi Bispo de Roma por 12 dias em 1978, morreu oficialmente de infarto, mas sempre houve a suspeita de assassinato. O pontífice foi o sucessor de São João Paulo XXIII e do beato Paulo VI, responsáveis pelo Concílio Ecumênico Vaticano.

    A reunião de bispos que durou entre 1962 e 1965 promoveu mudanças como colocar a Igreja mais próxima dos pobres e acabar com as missas em latim.