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Padres chineses somem após serem levados por autoridades do país

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  • quarta-feira, 25 de março de 2015
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  • Exercício da religião precisa ter permissão do governo; relação com Vaticano é tensa

    Catedral de Tianjin, no nordeste do país. Foto: Wikimedia Commons

    Da Redação

    Dois padres católicos da China foram levados por autoridades do governo no último domingo (22) e estão desaparecidos. As informações foram dadas pela Rádio Vaticano na terça-feira (24).

    Quan Xiaoyun e Cao Jianyou, da paróquia Mundanjiang, na cidade de Harbin, haviam acabado de celebrar uma missa clandestina quando foram presos por fazer serviço religioso ilegal.

    As igrejas para funcionarem no país necessitam de autorização do governo, o que leva muitos religiosos, com o consentimento do Vaticano, a manterem uma espécie de igreja ilegal.

    Bispos também têm sido ordenados pelo governo sem a autorização do Papa, o que prevê excomunhão automática para quem ordena e para quem recebe a nomeação, conforme o Direito Canônico.

    O Vaticano, entretanto, tem permitido que os religiosos nomeados ilegalmente ministrem sacramentos no país, devido a crise entre o Vaticano e o governo.

    Embora a China possua hoje uma economia capitalista de Estado, o governo é de inspiração comunista e, portanto, ateu.

    Leia também: Bispo fluminense pede a fiéis que se mantenham unidos ao Papa