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Pena de morte é falência do Estado de Direito, diz Papa Francisco

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  • sexta-feira, 20 de março de 2015
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  • Para o pontifíce, "economia de exclusão e de iniquidade" também tira a vida do povo

    Da Redação*

    O Papa Francisco fez crítica nesta sexta-feira (20) à pena de morte em audiência no Vaticano com a delegação da Comissão Internacional Contra a Pena de Morte.

    Para ele, a medida não deveria existir no chamado Estado de Direito, país com governantes submetidos às leis e que habitantes possuem direitos fundamentais.

    "Inadmissível pelo quanto possa ser grave um crime cometido por um condenado", afirmou o Papa sobre a pena capital. "Para um Estado de Direito, representa a falência, porque obriga a morte em nome da justiça", disse Francisco.

    O pontífice também criticou outras formas de morte, como as prisões perpétuas, que "privam a pessoa não só da liberdade, mas também da esperança, do amor apregoado pelo Evangelho", e quando os governos se omitem e não garantem o essencial ao povo com uma "economia de exclusão e de iniquidade".

    O Papa defendeu a posição oficial da Igreja Católica Romana com a preservação da vida "de sua concepção até a morte" e também afirmou que a legítima defesa e a necessidade de neutralizar um agressor também não servem como justificativa para se tirar a vida de alguém.

    Francisco ainda lembrou que a pensa de morte é utilizada historicamente por regimes totalitários e que provoca novos mártires.

    O Vaticano, atualmente, não é considerado um Estado de Direito, pois possui como chefes de Estado os Papas escolhidos, como representantes de Deus, de forma indireta por meio de conclaves.

    A Santa Sé intitula a região como um país, mas a ONU (Organização das Nações Unidas) aceita o Vaticano apenas como "Estado Observador", já que não aceita a Teocracia como forma de regime político.

    *Com informações da Ansa e da News.va