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Após polêmica, vice-ministro turco convida Papa Francisco a evento

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  • segunda-feira, 27 de abril de 2015
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  • Adnan Yildirim espera que pontífice faça visita ao pavilhão turco da Expo Milão 2015

    Da Redação

    O vice-ministro de economia da Turquia, Adnan Yildirim, afirmou nesta segunda-feira (27) que o governo espera receber uma visita do Papa Francisco à Expo Milão 2015, feira mundial sobre educação alimentar, comida e recursos planetários que deve atrair milhões de visitantes. As informações são da agência Ansa.

    O convite foi feito após a polêmica com a declaração de Papa sobre martírio de armênios na Turquia no começo do século passado.

    "Ficaríamos felizes em dar as boas-vindas ao Santo Padre se ele quiser visitar o pavilhão da Turquia na Expo. Se ele não puder, estaremos felizes em receber uma delegação do Vaticano para que eles possam observar os valores da civilidade histórica da Turquia", afirmou Yildirim.

    O Vaticano afirmou que Francisco aceitou o convite, mas não informou quando ele deve fazer a visita. A feira acontece do dia 1º de maio até 31 de outubro na cidade de Milão, na Itália.

    Entenda o caso

    O povo armênio foi martirizado ou exilado pelo Império Turco Otomano como uma forma de reprimir a sua cultura. Mais de um milhão e meio de pessoas foram perseguidas pelo partido "Jovens Turcos".

    A celebração do dia 12 de abril relembrou o acontecimento histórico e concedeu o título de Doutor da Igreja a São Gregório de Narek (950-1005), considerado o primeiro grande poeta da Armênia, além de um importante escritor da literatura cristã.

    Foi realizada junto com o patriarca da Igreja da Armênia, Nerses Bedros XIX Tarmouni, com o Supremo Patriarca Católico de Todos os Armênios, Karekin II, e com Aram I, da Grande Casa Cilicia. O presidente da Armênia, Serj Sargsyan, também esteve presente.

    "A nossa humanidade viu no século passado três grandes tragédias: a primeira, aquela que vem comumente lembrada como o primeiro genocídio do século XX, essa atingiu o vosso povo armênio, primeira nação cristã", disse Francisco.

    "As outras duas foram perpetradas pelo nazismo e pelo stalinismo e, mais recentemente, os extermínios em massa que ocorreram no Camboja, Ruanda, Burundi e Bósnia. Parece que a humanidade não para de derramar sangue inocente", lamentou. A convocação do embaixador foi contada pelo próprio Lucibello à agência Ansa.

    O papa já havia declarado recentemente que a Igreja Católica Romana e a da Armênia são unidas por um "ecumenismo de sangue".

    A Catedral da Sé irá celebrar missa em maio em memória do que também chama de "genocídio armênio", mas não é reconhecido pelo governo tuco.

    Já a CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) emitiu nota na última sexta-feira (24) em que reafirmava o posicionamento do Concílio Vaticano II, de que é necessário no que "a liberdade religiosa tenha uma eficaz tutela jurídica e que se respeitem os supremos deveres e direitos das pessoas de praticarem livremente a religião na sociedade", conforme o texto.

    Leia também: Parlamento europeu apoia Papa e reconhece genocídio armênio