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Arquidiocese de Curitiba emite nota contra repressão a professores

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  • quinta-feira, 30 de abril de 2015
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  • No texto, arquidiocese afirmou que ação da PM fere a liberdade e a dignidade da vida

    Cerca de cem professores ficaram feridos ontem. Foto: Divulgação/Joka Madruga/APP-Sindicato

    Da Redação

    A Arquidiocese de Curitiba (PR) emitiu nota nesta quinta-feira (30) se posicionando contra a repressão que ocorreu ontem na cidade a professores em greve pela polícia.

    Cerca de cem pessoas ficaram feridas após o uso de bombas de feito moral, jatos d'água e balas de borracha. Os professores estavam protestado em volta da Assembleia Legislativa do Paraná.

    Para a arquidiocese, com a ação da PM "fere-se a liberdade, golpeia-se a dignidade da vida, esvazia-se o princípio democrático, as instituições desfiguram-se e os direitos perdem a sua centralidade", afirmou a nota.

    Leia o texto na íntegra:

    "Nota de Repúdio à Violência

    “Eu vim para que todos tenham vida, e vida em abundância” (Jo 10,10).

    A Arquidiocese de Curitiba vem a público manifestar sua consternação e profundo lamento pelos fatos ocorridos em frente à Assembleia Legislativa do Estado do Paraná nestes últimos dois dias (28 e 29 de Abril de 2015) em que se discutia o Projeto de Lei no 252/2015, que promove mudanças no regime próprio da previdência social dos servidores estaduais – a Paraná Previdência. Testemunhamos com profundo pesar os fatos violentos perpetrados pelas diferentes partes do confronto. A violência, venha de onde vier, é sempre a pior alternativa: fere-se a liberdade, golpeia-se a dignidade da vida, esvazia-se o princípio democrático, as instituições desfiguram-se e os direitos perdem a sua centralidade. Ao final, os adversários do diálogo são os que mais se aproveitam desta situação de conflito. Hoje, a paz foi derrotada.

    Em nome de Jesus Cristo, que chamou sua Igreja a ser serva e testemunha da verdade e da caridade, conclamamos todos os homens e mulheres de boa vontade do Estado do Paraná, que aqui nesta cidade se encontram, a rejeitarem terminantemente o conflito físico como resposta às diferenças de interesses. Somente o diálogo sadio poderá nos ajudar a chegarmos a soluções justas e equânimes.

    Imploramos ao Príncipe da Paz – o Senhor Jesus que nos anunciou o Reino de Justiça e de Amor – que nos envie do céu a sua ajuda, a fim de que cheguemos a um consenso reto. “Entre a indiferença egoísta e o protesto violento, há sempre uma opção possível: o diálogo” (Papa Francisco, JMJ 2013).

    Curitiba, 29 de abril de 2015."

    Leia também: Rede Ecumênica da Juventude apoia professores após repressão