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Dom Odilo chama polêmica nas redes sociais de “piada de mau gosto”

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  • quinta-feira, 23 de abril de 2015
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  • Arcebispo de São Paulo foi criticado por dar apoio à reforma política "comunista"

    Segundo o cardeal (ao centro), CNBB não quer "polemizar". Foto: Maurício Sant'Ana/CNBB

    Da Redação

    O arcebispo de São Paulo, Dom Odilo Scherer, afirmou nesta quinta-feira (23) que a acusação de comunista feita a ele nas redes sociais nos últimos dias são "fruto de muita fantasia" e uma "piada de mau gosto".

    "Essa acusação só pode ser fruto de muita fantasia. É piada de mau gosto. Quem quiser me conhecer melhor, acompanhe-me nas missas que celebro aos domingos", disse o cardeal.

    A declaração à ultima edição do jornal O São Paulo foi dada após o filósofo Olavo de Carvalho lhe chamar de "mentiroso" e "excomungado", por apoiar a reforma política, assim como a CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil).

    "Odilo Scherer é um mentiroso e um excomungado. "Dom" O CARALHO [sic]. Contra a esculhambação, só uma esculhambação maior ainda. Solução para a CNBB: Panelaço nela", disse Carvalho em sua página na rede social.

    Internautas seguiram com as críticas e desafiaram o arcebispo a enfrentar o filósofo.

    "Olavo de Carvalho: ODILO SCHERER: Desafio você, publicamente, para um debate sobre o tema 'VOCÊ ESTÁ EXCOMUNGADO OU NÃO?', disse o internauta Ricardo Lima.

    Dom Odilo, que afirmou na entrevista que a CNBB não quer "polemizar com franjas extremistas e fanatizadas", publicou frase em seu Facebook ontem sem citar ninguém.

    "O sábio pode ser reconhecido quando abre a boca para falar... O estulto é denunciado pela própria língua...", disse.

    Internautas, entretanto, continuam a fazer comentários em seu perfil.

    "Por favor senhor, diga a todos por que o senhor e a cnbb apoiam a reforma politica do PT para a implantação do comunismo no Brasil?", disse o fiel Omar Jordy. Fiéis também saíram em defesa do arcebispo.

    Entenda a polêmica

    A CNBB apoia uma reforma política alinhada com a do governo, que proíba o financiamento à campanhas eleitorais por parte de empresas como envolvidas na Operação Lava Jato.

    O bispo auxiliar da Região Lapa, Dom Julio Akamine, já havia recebido mensagem de internauta sobre o assunto e entrado em discussão no último sábado (18).

    "Ferradura. .......cnbb......ong a serviço dp [sic] PT", afirmou o fiel Fernando Henrique, que não comentou o caso depois ao Paulistana, assim como o bispo.

    Para Dom Odilo, a proposta de reforma política é suprapartidária. "O Brasil precisa de uma urgente reforma política. Deve-se desfazer a suspeita de que é um projeto do PT", disse.

    O cardeal também falou na entrevista sobre as novas diretrizes evangelizadoras da CNBB decididas na assembleia.

    Segundo ele, elas devem se basear na exortação apostólica do Papa Francisco, Alegria do Evangelho.

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