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É dever do cristão: ir às ruas e defender os seus direitos!

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  • quarta-feira, 15 de abril de 2015
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  • Foto: Divulgação
    Por Tabata Tesser*

    Igreja - Povo de Deus - em Movimento convida os cristãos para o ato do dia 15/04, às 17h, no Largo da Batata: "Contra a Direita, Por Mais Direitos".

    Com um cenário espantoso na política atual, precisamos interagir com as pautas que estão sendo colocadas pelo Congresso, em uma situação de alargamento da pauta conservadora com a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) da redução da maioridade penal – CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) e OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) se posicionaram contra – e a aprovação da PEC 4330 da terceirização do trabalho. Pautas essas que desafiam o progresso e estimulam o retrocesso.

    A PEC da redução da maioridade penal, que coloca em risco a integridade da juventude e atesta o Estado em não ter investido na educação. Em um dos outros eixos, eis o projeto de lei 4.330, proposto pelo deputado Sandro Mabel do PMDB de Goiás, em 2004. Trata da regulamentação das contratações de trabalhadores terceirizados em todo e qualquer ramo de atividade das empresas, o que resulta em trabalhadores com mão de obra barata, com contratos de trabalho precários, dentro de uma estrutura fabril, para gerar lucros.

    Para essas empresas, seria algo maravilhoso, pois não precisariam contratar funcionários diretos, não produziriam diretamente nada e ainda evitariam problemas com a justiça do trabalho, já que se tornariam responsáveis subsidiários (aqueles que são executados, somente depois de exauridas as tentativas de execução do devedor principal).

    No caso de insatisfação da contratante com algum funcionário que não atenda as expectativas, o problema deverá ser resolvido pela empresa contratada. Isso é um retrocesso! É retirar os direitos dos(as) trabalhadores(as)!

    E uma parcela desses trabalhadores, somos nós, cristãos(as), confidentes da mensagem de Cristo que devemos nos enaltecer quando a dignidade da pessoa humana é ferida, seguindo o documento de Puebla que nos esclarece: “toda afronta à dignidade do homem é, ao mesmo tempo, afronta ao próprio Deus”. (Puebla, nº 203), considerando que muitos diretos serão retirados e a qualidade do âmbito profissional ficará ainda menor.

    Desde a chegada de Jesus à Jerusalém (com o Domingo de Ramos) até o fim da Ditadura Militar (1964-1985) no Brasil, os cristãos foram grandes protagonistas por ocuparem as ruas e trazer sentimentos diversos. A rua é um lugar que deve ser cada vez mais ocupado pelo poder popular, pela juventude, pelas pastorais, movimentos e pelo clero. Por isso, devemos ir às ruas hoje, contra pautas que retrocedem e posições que nos afrontam.

    Papa Francisco estimula: “Prefiro uma Igreja acidentada, ferida e enlameada por ter saído pelas estradas, a uma Igreja enferma pelo fechamento e a comodidade de se agarrar às próprias seguranças.”

    Façam uma Igreja em saída.

    *Participa da Pastoral da Juventude na Diocese de Guarulhos e do IPDM (Igreja - Povo de Deus - em Movimento) de São Miguel Paulista.