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Embaixador da Turquia é convocado pelo país após declaração do Papa

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  • domingo, 12 de abril de 2015
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  • Francisco chamou massacre de armênios pela Turquia de "genocídio", o que país nega

    Da Redação

    O núncio apostólico da Turquia, Antonio Lucibello, foi convocado pelo governo do país a dar explicações sobre declaração do Papa. As informações são da agência Ansa.

    Francisco celebrou missa neste domingo (11) para relembrar o massacre de armênios no país que ocorreu entre os anos de 1915 e 1916. Chamado de "martírio armênio", o papa se referiu a ele como "genocídio", o que não é aceito pela Turquia.

    "A nossa humanidade viu no século passado três grandes tragédias: a primeira, aquela que vem comumente lembrada como o primeiro genocídio do século 20, essa atingiu o vosso povo armênio, primeira nação cristã", disse Francisco.

    "As outras duas foram perpetradas pelo nazismo e pelo stalinismo e, mais recentemente, os extermínios em massa que ocorreram no Camboja, Ruanda, Burundi e Bósnia. Parece que a humanidade não para de derramar sangue inocente", lamentou. A convocação do embaixador foi contada pelo próprio Lucibello à agência Ansa.

    O papa já havia declarado recentemente que a Igreja Católica Romana e a da Armênia são unidas por um "ecumenismo de sangue".

    A celebração foi realizada junto com o patriarca da Igreja da Armênia, Nerses Bedros XIX Tarmouni, com o Supremo Patriarca Católico de Todos os Armênios, Karekin II, e com Aram I, da Grande Casa Cilicia.

    O presidente da Armênia, Serj Sargsyan, também esteve presente. A missa também serviu para dar o título de Doutor da Igreja a São Gregório de Narek (950-1005), considerado o primeiro grande poeta da Armênia, além de um importante escritor da literatura cristã.

    Relembre

    O povo armênio foi martirizado ou exilado pelo Império Turco Otomano como uma forma de reprimir a sua cultura. Mais de um milhão e meio de pessoas foram perseguidas pelo partido "Jovens Turcos".

    A Catedral da Sé irá celebrar missa em maio em memória do que também chama de "genocídio armênio", mas não é reconhecido pelo governo tuco.

    Leia também: Arcebispo critica silêncio de autoridades com perseguição aos cristãos