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Igreja romana e da Armênia são unidas por “ecumenismo de sangue”

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  • quinta-feira, 9 de abril de 2015
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  • Papa deu declaração nesta quinta (9) após audiência com membros da outra Igreja

    Etchmiadzin é a sede da Igreja que se separou de Roma em 451. Foto: Wikimedia Commons

    Da Redação

    O Papa Francisco afirmou na manhã desta quinta-feira (9) que há um "ecumenismo de sangue" entre a Igreja Católica Apostólica Romana e a Igreja Apostólica da Armênia.

    A declaração foi dada em audiência no Vaticano a membros do sínodo patriarcal da Igreja armênio-católica, unida com os católicos romanos pelo “martírio e a perseguição”, segundo o pontífice.

    “Elevaremos a oração de sufrágio cristão pelos filhos e filhas do vosso amado povo, que foram vítimas há cem anos”, disse o papa sobre os antigos cristãos mártires.

    O encontro aconteceu por ocasião da missa do próximo domingo (12) em que São Gregorio de Narek, de origem armênia, será nomeado Doutor da Igreja, título que já possui entre os católicos armênios.

    Gregório de Narek (950-1005) é considerado o primeiro grande poeta da Armênia, além de um importante escritor da literatura cristã.

    Entenda

    A Igreja Apostólica Armênia é separada tanto da romana, quanto das irmãs ortodoxas.

    Os armênios se separaram da Igreja Católica, quando esta ainda possuía diversas sedes, após o Concílio de Calcedônia em 451, por não aceitar dogmas como o de Cristo possuir duas naturezas (divina e humana). As igrejas do Egito, da Síria e da Etiópia também se tornaram independentes.

    Já outras igrejas ortodoxas se separaram da sede romana apenas no ano de 1054.

    A Armênia foi o primeiro país do mundo a se tornar oficialmente cristão, durante a administração de papa Marcelino no ano de 3013. O cristianismo foi levado ao país por São Judas Tadeu e São Bartolomeu.

    Leia também: Catedral da Sé irá celebrar missa em memória do genocídio armênio