Curta o Paulistana no Facebook



Povo da Rua na cidade necessita de doação “urgente” de cobertores

Posted on
  • terça-feira, 7 de abril de 2015
  • by
  • Redação
  • in
  • Marcadores:
  • Vigário episcopal fez pedido de ajuda devido a chuvas e confiscos da subprefeitura

    Pastoral tem protestado também contra falta de água para os sem-teto. Foto: Reprodução/Facebook

    Da Redação

    A paróquia São Miguel Arcanjo, na Região Belém, necessita de cobertores para serem doados a sem-teto.

    O vigário episcopal da Pastoral do Povo da Rua, Julio Lancellotti, fez pedido em sua página no Facebook nesta terça-feira (7).

    "Urgente : por causa das remoções, confiscos por parte da subprefeitura, chuvas e queda de temperatura, estamos precisando do cobertores para os refugiados urbanos que vivem pelas ruas da cidade", afirmou o sacerdote.

    As doações podem ser entregues na paróquia, que fica na rua Taquari, 1100, no bairro da Mooca.

    Ainda segundo Lancellotti, o secretário municipal de Direitos Humanos, Eduardo Suplicy, deverá ir às ruas na quarta-feira (7) para conversar com sem-teto e ouvir relatos de repressão da Guarda Civil.

    Guarda e segurança

    O vigário episcopal postou mensagens em sua página no Facebook na manhã de hoje denunciando remoções de moradores de rua no centro de São Paulo.

    "A situação dos refugiados urbanos que vivem nas ruas da cidade é de remoção e intimidação permanente, sistemática, violenta e intencional", disse Lancellotti. "A amizade com que cuidaram de mim hoje em toda a caminhada me emocionou. Quando entramos numa praça com muito mato, com a presença da PM, GCM e sub-prefeitura, eles gritaram: 'é o padre que defende nós!'", disse sobre os sem-teto.

    Lancellotti também criticou em reportagem do jornal Folha de S.Paulo, publicada nesta terça-feira (7), a suposta contratação de seguranças privados por moradores da Vila Leopoldina para expulsar os sem-teto das ruas.

    O bispo auxiliar da Região Lapa, Dom Julio Endi Akamine, disse acompanhar a situação de perto.

    Os moradores do bairro, por sua vez, afirmam que a segurança tem o objetivo de apenas expulsar consumidores de crack que tomaram o lugar dos moradores de rua.