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Rede Ecumênica da Juventude apoia professores após repressão

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  • quinta-feira, 30 de abril de 2015
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  • Redação
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  • Reju do Paraná emitiu nota defendendo manifestantes que foram reprimidos pela PM

    Cerca de cem pessoas foram feridas ontem. Foto: Gabriel Rosa/Divulgação/Prefeitura de Curitiba

    Da Redação

    A Reju (Rede Ecumênica da Juventude) do Paraná divulgou nota nesta quinta-feira (30) em apoio aos professores que foram reprimidos ontem pela Polícia Militar do Estado, em Curitiba.

    Cerca de cem pessoas ficaram feridas após o uso de bombas de feito moral, jatos d'água e balas de borracha. Os professores estavam protestado em volta da Assembleia Legislativa do Paraná.

    Em nota, a Reju afirmou que repudia a "truculência e a violência utilizada contra aqueles que se reuniram no centro cívico de Curitiba" e que a ação foi uma "expressão da vontade do governo estadual e praticada pela polícia militar do Estado".

    Para o grupo ecumênico, o diálogo e a paz devem ser ensinados ao jovens e praticados pelos governantes.

    Confira o texto na íntegra:

    "Nós, da Rede Ecumênica de Juventude do Paraná, declaramos apoio à luta e à ampla liberdade de luta dos professores do Paraná por seus direitos. Repudiamos amplamente a truculência e a violência utilizada contra aqueles que se reuniram no centro cívico de Curitiba no dia 29 de Abril de 2015 com o objetivo de requerer diálogo com seus governantes.

    A ação truculenta, expressão da vontade do governo estadual e praticada pela polícia militar do Estado, muito nos lembra a mácula histórica feita pelo governador do Estado do Paraná Álvaro Dias no ano de 1988. O governo atual, correligionário do governo referido, parece não se importar com a construção de uma nova mácula na história do Estado.

    Não existem justificativas para a violência. Que o diálogo e a paz sejam os valores ensinados a nossos jovens, mas que sejam também os valores executados por nossos governantes.

    Na esperança da mais plena justiça,

    Rede Ecumênica de Juventude do Paraná"

    Leia também: Arquidiocese de Curitiba emite nota contra repressão a professores