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Veja quem são os 20 bispos eleitos na 53ª Assembleia Geral da CNBB

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  • domingo, 26 de abril de 2015
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  • Saiba a biografia e a trajetória de cada um dos escolhidos para os cargos

    Bispos estiveram reunidos por dez dias em Aparecida (SP). Foto: Maurício Sant'Ana/CNBB

    Da Redação

    Termina na última sexta-feira (24) a 53ª Assembleia Geral da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil). Foram eleitos ou reeleitos, ao todo, 20 bispos para cargos na conferência ou de representação da entidade que reúne os bispos católico romanos do Brasil.

    Os religiosos estavam reunidos desde a quarta-feira (15) e em votação desde o dia 20. A posse foi na sexta-feira.

    Ainda foram escolhidos os representantes, e seus suplentes, no Celam (Conselho Episcopal Latino-Americano) e na 2ª parte do Sínodo da Família, que irá acontecer no Vaticano em outubro e pode trazem mudanças pastorais na Igreja como um um maior acolhimento a casais divorciados.

    O Paulistana separou cada um dos eleitos ou reeleitos, onde atuam e com que votação foram escolhidos por seus colegas. Confira abaixo.

    Foto: Divulgação
    Presidente

    Dom Sérgio da Rocha irá suceder Dom Raymundo Damasceno após ter recebido um total de 215 votos em primeira votação, superior aos 196 que seriam suficientes para lhe garantir os dois terços do total. Seu mandato será de quatro anos, podendo se reeleger.

    O bispo nasceu em Dobrada (SP) em 1958. Foi ordenado presbítero em 1984 na Matriz do Senhor Bom Jesus de Matão (SP).

    Foi nomeado bispo auxiliar de Fortaleza (CE) em 2011, arcebispo coadjutor de Teresina (PI) em 2007 e arcebispo metropolitano de Brasília (DF) em 2011.

    Estudou filosofia no Seminário de São Carlos (SP) e teologia Pontifícia Universidade de Campinas (SP). Também é mestre em teologia moral pela Pontifícia Faculdade de Teologia Nossa Senhora da Assunção (SP) e doutor pela Academia Alfonsiana da Pontifícia Universidade Lateranense, de Roma.

    Foi membro da Comissão para Doutrina da Fé da CNBB entre 2002 e 2007, secretário do Regional Nordeste 1, bispo referencial para a Pastoral da Juventude e Pastoral Vocacional no Regional Nordeste 1.

    Já entre 2007 e 2011, foi bispo referencial para o Ensino Religioso e para os Presbíteros no Regional Nordeste 4, presidente da Comissão para o Seminário do Regional Nordeste 4, membro da Comissão para os Ministérios Ordenados e a Vida Consagrada da CNBB, além de representante do Departamento de Vocações e Ministérios do CELAM (Comissão Episcopal Latino Americana).

    Também foi representante da CNBB na XIII Assembleia do Sínodo dos Bispos sobre a Nova Evangelização em 2012 e era o atual presidente da Comissão para a Doutrina da Fé da CNBB e membro do Consep (Conselho de Pastoral) da entidade. Seu lema episcopal é "Tudo na caridade".

    Vice-presidente

    Foto: Divulgação
    Para o cargo, foi eleito o arcebispo de Salvador (BA), Dom Murilo Sebastião Krieger, no terceiro escrutínio. Recebeu 199 do total de 286 votos válidos.

    Nasceu em Brusque (SC) em 1943. Formou-se em filosofia na cidade em 1965 e em teologia Instituto Teológico SCJ, em Taubaté (SP), no ano de 1969. Também é licenciado em letras, pela Faculdade de Filosofia Nossa Senhora Medianeira, em São Paulo, e frequentou cursos de espiritualidade em Universidades Pontifícias de Roma, em 1980.

    Ingressou na Congregação dos Padres do Sagrado Coração de Jesus e professou os votos religiosos em 1964. Cinco anos depois, foi ordenado padre em Brusque (SC), sendo pároco da igreja Sagrado Coração de Jesus, em Taubaté, em 1970.

    Foi nomeado bispo auxiliar de Florianópolis (SC) em 1985 e depois bispo de sua cidade natal no mesmo ano. Também foi bispo de Ponta Grossa (PR) de 1991 a 1997 e presidente do regional Sul 2 da CNBB, por dois mandatos, de 1995 a 1999 e 1999 a 2002.

    Tornou-se arcebispo de Maringá (PR) em 1997 e retornou a Florianópolis, em 2002, como arcebispo.

    Foi nomeado arcebispo de Salvador (BA) em 2011. Seu lema episcopal é “Deus é amor”.

    Era o atual presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Campanha para a Evangelização da CNBB. É autor de dez livros, entre eles “Anunciai a Boa Nova” e “Alegre-se: Deus é amor”.

    Foto: Divulgação
    Secretário Geral

    Dom Leonardo Steiner, bispo auxiliar de Brasília (DF), foi reeleito e continua no cargo de secretário-geral na entidade representativa da Igreja no Brasil. A escolha aconteceu no segundo escrutínio, após receber 228 votos, número acima dos 194 que corresponderiam aos dois terços necessários para a eleição.

    Nasceu em Forquilhinha (SC), em 1950. Estudou filosofia e teologia no Instituto Franciscano de Filosofia e Teologia da Província Franciscana da Imaculada Conceição, em Petrópolis (RJ).

    Possui mestrado e doutorado em Filosofia, ambos concluídos na Pontifícia Universidade Autonianum, em Roma. É formado em diversos cursos de licenciatura como em Filosofia, Letras, Administração Escolar, Orientação Educacional, Supervisão Escolar e Magistério, e bacharel em Pedagogia pela Universidade Sagrado Coração (USC).

    Foi ordenado padre em 1978, em sua terra natal. Atuou como professor e orientador educacional no colégio dos Meninos Cantores de Petrópolis de 1976 a 1977, mestre dos postulantes, professor e orientador educacional no Seminário Santo Antônio, mestre dos Noviços, além de mestre dos Irmãos de profissão temporária. Foi ainda vigário paroquial junto às paróquias de São Benedito, Guaratinguetá, São Paulo Apóstolo, Agudos e São Francisco (todas de São Paulo) e Rodeio (SC).

    Também foi secretário para a Formação e Estudos da Província da Imaculada Conceição, conselheiro espiritual das equipes de Nossa Senhora, exerceu o cargo de vigário paroquial da paróquia do Senhor Bom Jesus dos Perdões, na arquidiocese de Curitiba (PR), e foi professor na Faculdade de Filosofia São Boaventura, da Associação Bom Jesus.

    Foi ainda bispo de São Félix (MT), de 2005 a 2011; vice-presidente do regional Oeste 2 da CNBB, de 2008 a 2011; membro da Comissão Episcopal Pastoral para os Ministérios Ordenados e a Vida Consagrada, de 2008 a 2011; e bispo referencial para os Presbíteros, o Conselho Indigenista Missionário (CIMI) e a Juventude, também no regional Oeste 2.

    Seu lema episcopal é “Verbo feito carne”.

    Comissão Episcopal Pastoral para a Ação Missionária e Cooperação Intereclesial

    Foto: Divulgação
    O bispo auxiliar de São Luís (MA), Dom Esmeraldo Barreto de Farias, foi eleito no segundo escrutínio para presidir a comissão. Recebeu 219 votos do total de 277, mais do que a maioria absoluta necessária de 140 votos para ser escolhido para o cargo.

    O bispo nasceu em 1949 em Santo Antônio de Jesus (BA) e foi ordenado padre em 1977.

    Estudou filosofia na UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) e em teologia no Instituto de Teologia de Salvador (BA). Fi presidente da Comissão Episcopal Pastoral para os Ministérios Ordenados e a Vida Consagrada da CNBB entre 2007 e 2011.

    Foi nomeado, em 2000, bispo da diocese de Paulo Afonso (BA) até se tornar bispo da Diocese de Santarém (PA) em 2007. Em 2011, mudou o episcopado para Porto Velho (RO), para ir para Porto Velho em março deste ano.

    Seu lema episcopal é “Levanta-te e anda”.

    Comissão Episcopal Pastoral para Animação Bíblico-catequética


    Foto: Divulgação
    O arcebispo de Curitiba (PR), Dom José Antônio Peruzzo, foi eleito presidente da comissão no primeiro escrutínio. Recebeu 221 votos, ultrapassando a maioria absoluta requerida de 142.

    A comissão foi presidida no último quadriênio 2011-2015 por dom Jacinto Bergmann.

    Nasceu em Cascavel (PR) em 1960 e foi ordenado padre em 1985.

    Estudou filosofia na Universidade Católica do Paraná, teologia no Studium Theologicum de Curitiba e fez mestrado em Ciências Bíblicas no Pontifício Instituto Bíblico de Roma e doutorado pela Pontifícia Universidade São Tomás de Aquino, em Roma.

    Foi nomado bispo de Palmas-Francisco Beltrão (PR) em 2005, onde ficou até este ano, quando assumiu a Diocese de Curtiba.

    Seu lema episcopal é “Fazei discípulos... ensinai”.

    Comissão Episcopal Pastoral para Comunicação

    Foto: Divulgação
    Foi eleito presidente o bispo titular de Tito e auxiliar de Aparecida (SP), dom Darci José Nicioli.

    Sua escolha aconteceu no segundo escrutínio com 207 votos, acima da maioria absoluta requerida de 138.

    Nasceu em Jacutinga (MG), em 1959, e foi ordenado padre em 1986. Estudou filosofia na Pontifícia Universidade Católica de Campinas (SP) e teologia no Itesp (Instituto Teológico São Paulo), onde também já foi professor.  É mestre em teologia pelo Pontifício Ateneo St. Anselmo, de Roma.

    Foi nomeado bispo auxiliar de Aparecida em 2012, onde já foi reitor do Santuário Nacional. Seu lema episcopal é “Que a tua luz brilhe”.

    Comissão Episcopal Pastoral para Cultura e Educação


    Foto: Divulgação
    Foi eleito presidente o bispo auxiliar de Belo Horizonte (MG), Dom João Justino de Medeiros Silva.

    A escolha foi no segundo escrutínio com 227 votos do total de 280 votantes, mais do que a maioria absoluta de 141 votos requerida para o cargo.

    O bispo nasceu em Juiz de Fora (MG), em 1966, e foi ordenado sacerdote em 1992.

    Estudou filosofia e teologia no Seminário Arquidiocesano Santo Antônio. Também mestre e doutor em teologia pela Pontifícia Universidade Gregoriana de Roma.

    É bispo de Belo Horizonte desde 2011. Seu lema episcopal é “Para dar testemunho da luz”.

    Comissão Episcopal Pastoral para o serviço da Caridade, Justiça e Paz


    Foto: Divulgação
    Foi reeleito presidente, no segundo escrutínio, o bispo de Ipameri (GO), Dom Guilherme Werlang, com 184 votos dos 283 válidos, ultrapassando a maioridade absoluta necessária de 143.

    O bispo nasceu em São Carlos (SC), em 1950, e foi ordenado presbítero em 1979. Estudou filosofia em Passo Fundo (RS) e teologia em Porto Alegre (RS). Sua pós-graduação em Liturgia foi feita em São Paulo.

    Foi nomeado bispo de Ipameri em 1999. Seu lema episcopal é “Para que todos tenham vida”.

    Comissão Episcopal Pastoral para a Doutrina da Fé


    Foto: Divulgação
    Foi eleito presidente Dom Pedro Carlos Cipollini, bispo de Amparo (SP). A escolha aconteceu no segundo escrutínio com 188 votos de um total de 285, mais do que a maioria absoluta requerida de 144 votos. Ele entra no lugar de Dom Sérgio da Rocha, que foi eleito o novo presidente da CNBB.

    Dom Pedro nasceu em Caconde (SP), em 1952. Estudou filosofia na Unifai (Faculdades Associadas do Ipiranga), em São Paulo, e teologia na Pontifícia Faculdade de Teologia Nossa Senhora da Assunção (SP), além de ser formado em Pedagogia. Tornou-se doutor em teologia pela Universidade Gregoriana de Roma.

    Era pároco em Campinas (SP) antes de ser nomeado bispo em 2010. Seu lema episcopal é “Em nome de Jesus”.

    Comissão Episcopal Pastoral para o Ecumenismo e o Diálogo Inter-Religioso


    Foto: Divulgação
    O primeiro escrutínio reelegeu como presidente Dom Francisco Biasin, bispo auxiliar de Barra do Piraí-Volta Redonda (RJ). Ele foi eleito com 197 votos do total de 276, superiores à maioria absoluta exigida de 139 votos.

    Dom Francisco nasceu em 1943 na cidade de Arzercavalli, em Pádua, na Itália. Estudou filosofia e teologia no Seminario Maggiore di Padova, também da Itália, e concluiu a sua especialização em catequese pelos Salesianos em Milão.

    Foi ordenado padre em 1968, em Padova, e se mudou para o Brasil para a Diocese de Petrópolis, após fazer o curso Espiritualidade Sacerdotal organizado pelo Movimento dos Focolares.

    Foi nomeado bispo de Pesqueira (PE) em 2003, antes de ir para Barra do Piraí.

    Também é membro desde 2012 do Pontifício Conselho para o Diálogo Inter-religioso do Vaticano. Seu lema episcopal é “Dar a vida pelos irmãos”.

    Comissão Episcopal Pastoral para Juventude


    Foto: Divulgação
    O bispo de Caxias do Maranhão (MA), Dom Vilsom Basso, SCJ, foi eleito presidente da comissão no primeiro escrutínio com 171 votos do total de 273, acima da maioria absoluta de 138 votos.

    Nasceu em Tuparendi (RS) em 1960 e formou-se em filosofia em 1979 em teologia em 1985 no Seminário de Filosofia, sendo ordenado padre no mesmo ano. Possui especialização em Planejamento Pastoral pela Universidade de Bogotá (Colômbia).

    Foi vigário paroquial do santuário São Judas Tadeu, em São Paulo, na Região Ipiranga, e formador na cidade de Cagayan de Oro, nas Filipinas. Foi nomeado bispo de Caxias em 2010.

    Seu lema episcopal é “Eis-me aqui Senhor”.

    Comissão Episcopal Pastoral para o Laicato

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    Foi reeleito o bispo de Caçador (SC), Dom Severino Clasen, com 159 dos 285 votos válidos.

    Clasen nasceu em Petrolândia (SC) e foi ordenado padre em 1982. Estudou filosofia e teologia no Instituto Teológico de Petrópolis, onde foi aluno do teólogo da libertação Leonardo Boff. Também tem pós-graduação em administração para a Organização do Terceiro Setor, pela Fundação Getúlio Vargas.

    Foi nomeado bispo de Araçuaí (MG) em 2005 e depois se mudou para Caçador em 2011. Foi transferido para a diocese de Caçador em 2011.

    Seu lema episcopal é “Acolher e cuidar”.

    Comissão Episcopal Pastoral para a Liturgia


    Foto: Divulgação
    Foi reeleito, no primeiro escrutínio, o presidente o bispo da diocese de Livramento de Nossa Senhora (BA), Dom Armando Bucciol, com 223 dos 281 votos válidos, mais do que a maioria absoluta exigida de 142.

    Armando nasceu em Villanova de Motta de Livenza, na Itália, em 1946, e foi ordenado padre em 1971.

    É formado em teologia por Vittorio Veneto, pós-graduado em Ensino Religioso Catequético e fez doutorado em Sagrada Teologia com especialização em Liturgia Pastoral, no Instituto Liturgia Pastoral em Santa Justina, Padova.

    Foi nomeado bispo de Livramento em 2004. Seu lema episcopal é "O amor de Cristo nos impulsiona".

    Comissão Episcopal Pastoral para os Ministérios Ordenados e Vida Consagrada

    Foto: Divulgação
    Foi eleito presidente Jaime Spengler, arcebispo metropolitano de Porto Alegre (RS). A escolha aconteceu no segundo escrutínio, 205 votos de um total de 283 votantes, mais do que a maioria absoluta requerida de 143 votos.

    Dom Jaime nasceu em Gaspar (SC) em 1960. Estudou filosofia no Instituto Filosófico São Boaventura, em Campo Largo (PR), e teologia no Instituto Teológico Franciscano, em Petrópolis (RJ). Também é doutor em filosofia pela Pontifícia Universidade Antonianum de Roma.

    Foi nomeado em 2010 bispo auxiliar de Porto Alegre, antes de assumir a arquidiocese em 2013.

    Seu lema episcopal é “Gloriar-se na cruz".

    Comissão Episcopal Pastoral para a Vida e Família


    Foto: Divulgação
    Foi eleito presidente, no primeiro escrutínio, o bispo de Osasco (SP), Dom João Bosco Barbosa de Sousa, com 150 votos de um total de 267 votantes, superando a maioria absoluta requerida de 135 votos.

    Ele nasceu em Guaratinguetá (SP) e foi ordenado presbítero em 1978.

    Estudou filosofia e teologia no Instituto Filosófico e Teológico de Petrópolis (RJ). Também é formado em jornalismo pela Puc-SP e cursou Comunicação Social na União Católica Internacional de Imprensa, dos países do leste europeu.

    Foi também bispo de União da Vitória (PR) entre 2007 e 2014. Seu lema episcopal é “Cristo nossa vitória”.

    Delegado do Celam

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    Foi eleito delegado do Celam (Conselho Episcopal Latino-Americano o arcebispo de São Luís (MA), Dom José Belisário. Ele recebeu 189 votos do total de 268 no segundo escrutínio, superando os 135 votos requeridos para a maioria absoluta.

    Nasceu em Carmópolis (MG) em 1945 e foi ordenado sacerdote em 1969.

    Estudou filosofia no Convento São Boaventura, em Dalto Filho (RS) e teologia no Instituto Central de Filosofia e Teologia da Universidade Católica de Minas Gerais.

    Foi ordenado bispo da diocese de Bacabal (MA) em 2000 onde ficou até 2005, quando assumiu a capital do Maranhão. Era o vice-presidente da CNBB até a assembleia.

    Seu lema episcopal é  “Como se visse o invisível”.

    Suplente


    Foto: Divulgação
    O arcebispo de Maringá (PR), Dom Anuar Battisti, foi eleito
    suplente de Dom José Belisário.

    A escolha ocorreu no segundo escrutínio com 150 do total de 258 votos, mais do que os 130 requeridos para a maioria absoluta.

    O bispo nasceu em Lajeado (RS), em 1953, e foi ordenado padre em 1980.

    Estudou filosofia no Seminário Rainha dos Apóstolos, em Curitiba (PR), e teologia na Studium Teologicum de Curitiba e na Faculdade Nossa Senhora da Assunção, em São Paulo.

    Foi nomeado administrador diocesano de Toledo (PR) em 1996 e assumiu o episcopado da diocese em 1998. Mudou-se para Maringá em 2004.

    Seu lema episcopal  é “Caminhai no Senhor”.

    Representantes do Sínodo da Família

    Primeiro membro

    O novo presidente da CNBB, Dom Sérgio da Rocha, foi eleito representante no Sínodo com 184 votos do total de 265 no segundo escrutínio, superando os 133 votos requeridos para a maioria absoluta.

    Segundo membro

    Foto: Divulgação
    Já Dom João Carlos Petrini, bispo de Camaçari (BA), foi eleito em primeiro escrutínio, com 170 votos do total de 252, superando os 133 votos requeridos para a maioria absoluta.

    Ele não foi nomeado para nenhum cargo na CNBB e era o presidente da Comissão para a Vida e a Família até a última assembleia.

    Nasceu na cidade de Fermo, na Itália, em 1945. Formou-se em ciências políticas na cidade de Perugia.

    Foi enviado como missionário ao Brasil em 1970 pelo Movimento Comunhão e Libertação e atuou na Arquidiocese de São Paulo. Ainda na cidade, estudou teologia e foi ordenado em 1975. Tem mestrado e doutorado em ciências sociais na Puc-SP.

    Em 1989, mudou-se para Salvador, onde foi reitor do Seminário Propedêutico entre 1990 e 1998, antes de se tornar diretor do Instituto de Teologia da UCSal (Universidade Católica do Salvador) de 2005 a 2009. É diretor da Seção Brasileira do Pontifício Instituto João Paulo II para Estudos sobre Matrimônio e Família, professor-pesquisador do Programa de Pós-Graduação em Família na Sociedade Contemporânea da UCSal e coordenador do grupo de pesquisa Família em Mudança.

    É doutor em Ciências Políticas pela Pontifícia Universidade Católica (SP) e coordena o programa de Pós-Graduação em Família na Sociedade Contemporânea da Universidade Católica de Salvador (UCSal). Atualmente é diretor do Pontifício do João Paulo II para estudos sobre Matrimônio e Família – Salvador (BA).

    Ainda é autor de diversos livros e artigos científicos publicados em revistas. Foi nomeado em 2005 bispo auxiliar de Salvador, antes de assumir o episcopado de Camçari em 2011.

    Terceiro membro

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    Dom Geraldo Lyrio Rocha arcebispo de Mariana (MG), foi eleito com 134 de 238 votos válidos. A CNBB não informou em qual escrutínio ocorreu a escolha. O bispo não foi eleito para nenhum cargo na entidade.

    É formado em filosofia pela faculdade Dom Bosco – São João del Rei (MG) e mestre na área pela Pontifícia Universidade de Santo Tomás de Aquino, em Roma. Também na cidade italiana, estudou teologia na Pontifícia Universidade Gregoriana. Fez uma especialização em liturgia no Pontifício Instituto Santo Anselmo.

    Dom Lyrio nasceu em Fundão (ES) e foi bispo Vitória (ES), Colatina (ES) e ainda arcebispo de Vitória da Conquista (BA). Desde 2007, é arcebispo de Mariana. Presidiu a CNBB entre 2007 e 2011.

    Quarto membro

    Foto: Divulgação
    O arcebispo de São Paulo, Dom Odilo Scherer, foi eleito no primeiro escrutínio com 166 votos do total de 244, superando os 123 votos requeridos para a maioria absoluta.

    Nasceu em Cerro Largo (RS), em 1949, e foi ordenado padre em 1976.

    Estudou filosofia no Seminário Maior Rainha dos Apóstolos, em Curitiba (PR), e na Faculdade de Educação da Universidade de Passo Fundo; e teologia na Studium Theologicum e na Pontifícia Universidade Católica do Paraná. É mestre em Filosofia e doutor em teologia pela Pontifícia Universidade Gregoriana de Roma.

    Foi nomeado bispo auxiliar de São Paulo em 2011 e assumiu a arquidiocese em 2007. Tornou-se cardeal no mesmo ano.

    Foi secretário-geral da CNBB entre 2003 e 2007 e é membro da Congregação para o Clero, do Conselho do Sínodo dos Bispos, da Comissão de Cardeais para o estudo dos problemas organizativos e econômicos da Santa Sé, do Pontifício Conselho para a Família, da Pontifícia Comissão para a América Latina, da Pontifícia Comissão Cardinalícia para a Supervisão do Instituto para as Obras de Religião e do Pontifício Conselho para a Promoção da Nova Evangelização.

    Seu lema episcopal “Fazei isto em memória de mim”.

    Primeiro suplente

    Foi eleito Dom João Bosco, também o novo presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Vida e Família. A escolha ocorreu no primeiro escrutínio com 174 do total de 241 votos, superando os 122 votos requeridos para a maioria absoluta.

    Segundo suplente

    Foi eleito Dom Dom Leonardo Steiner, que também foi reeleito secretário-geral da CNBB. A escolhe para suplente ocorreu no primeiro escrutínio 132 votos do total de 243, mais do que os 123 votos requeridos para a maioria absoluta.

    Entenda como foi a votação

    Mais de 300 bispos efetivos na CNBB elegeram, além do novo presidente, o vice-presidente, o secretário-geral e os presidentes das doze comissões episcopais.

    Bispos eméritos também participam da assembleia, mas não têm direito a voto e nem de serem votados.

    O voto foi secreto e também era permitido votar nulo ou se abster.

    As votações foram feitas separadamente e começaram pela presidência, seguida pela vice-presidência e a secretaria-geral. Quando nenhum bispo atingia dois terços do total de votos no primeiro escrutínio, era feita uma nova votação. Caso o número não fosse alcançado novamente, um terceiro e quarto escrutínio era feito pela maioria absoluta de votos.

    Mais duas votações poderiam ainda ser feitas, se necessário, para desempatar os dois bispos mais votados.

    Já os presidentes das comissões episcopais foram eleitos por maioria absoluta, com até quatro votações para que haja um desempate, se também houvesse necessidade.