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Vigário da Povo da Rua fala sobre situação dos sem-teto à TV Globo

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  • quarta-feira, 22 de abril de 2015
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  • Prefeitura nega que guarda civil esteja promovendo política higienista na cidade

    Para Lancellotti, ação da GCM é "violenta" e "truculenta". Foto: Reprodução/TV Globo

    Da Redação

    O vigário episcopal da Pastoral Povo da Rua, Julio Lancellotti, deu entrevista à reportagem do jornal Bom Dia Brasil que foi ao ar na manhã desta quarta-feira (22) sobre a repressão por parte da polícia aos moradores de rua da cidade.

    "As dispersões são permanentes. A Guarda Civil Metropolitana tem uma ação violenta, truculenta", disse o padre sobre os casos que tem sido denunciados nos últimos dias pelo Paulistana.

    A prefeitura de São Paulo, por sua vez, afirmou "após vários contatos" à reportagem da TV Globo, por meio de nota, que "repudia políticas higienistas e qualquer ação que viole os direitos humanos".

    Também afirmou que a GCM diariamente remove "materiais e "desobstrução de passeios" das ruas, como chama os pertences dos sem-teto que tem sido levados pela polícia, segundo a Pastoral do Povo da Rua.

    A reportagem ainda citou censo oficial de 2011, que indicava um total de 14.478 moradores de rua (crescimento, assim como o da população em geral, de 0,1% em relação a 2009). Segundo contagem não oficial, o número teria aumentado para quase 23 mil em 2015.

    A prefeitura também encomendou censo para a Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas) que deveria ter sido publicado no último dia 15. A divulgação foi adiada, sem previsão.

    O apresentador do jornal, Chico Pinheiro, que participou de movimentos da Igreja e usa até hoje o anel de tucum - símbolo da opção de vida pelos pobres - criticou a situação dos moradores de rua na cidade.

    "Um problema que envergonha. Semelhantes, irmãos vivendo nessa situação. Mas a visão, muitas vezes das autoridades, é sempre de fora, de cima para baixo. Talvez fosse mais interessante ouvir quem trabalha com esse pessoal", disse Pinheiro.

    Segundo a Pastoral do Povo da Rua, o censo encomendado teria custado R$ 1 milhão aos cofres do município e o motivo do adiamento seriam as chuvas que fizeram os sem-teto mudaram dos locais onde se refugiam.

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