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Militares devem promover a paz e se opor a quem quer guerra, diz Papa

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  • quarta-feira, 13 de maio de 2015
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  • Na segunda-feira (11), pontífice disse que indústria de armas lucra com as guerras

    Para Francisco, soldados doam a vida pelo serviço a Deus e aos irmãos. Foto: Divulgação

    Da Redação

    O Papa Francisco afirmou em mensagem divulgada nesta quarta-feira (13) que o serviço militar deve promover a paz e se opor "àqueles que querem a guerra", informou hoje o site de notícias do Vaticano.

    “O serviço militar demonstra a sua nobreza e a sua necessidade sobretudo quando serve a boas causas como a promoção da paz, o respeito dos direitos, a proteção dos pobres e dos necessitados, sempre em oposição àqueles que querem a guerra", disse o pontífice em texto enviado a militares europeus e divulgado pelo secretário de Estado do Vaticano, Pietro Parolin.

    Para Francisco, o soldado vive a vocação cristã de modo "particular". "Até mesmo no gesto generoso de doar a própria vida para o serviço de Deus e dos irmãos, em união ao Cristo morto e ressuscitado”.

    Segundo Parolin, o bispo de Roma "leva no coração" os que estão nas forças armadas. “Para que a ameaça constante de perigos e morte possa conjugar-se com a fé e a esperança, a agressividade com a temperança e a justiça, a hostilidade com o amor e o perdão", coloca o papa como missão dos militares.

    Indústria e alimentos

    Na última segunda-feira (11), Francisco fez críticas a motivação para países entrarem em guerra.

    Para o papa, o objetivo seria lucrar com a produção de armas. "É a indústria da morte. E se lucra com isso, o que é muito grave.Vocês sabem que a cobiça faz muito mal. A vontade de querer sempre mais, mais, mais dinheiro", afirmou o pontífice.

    Para Francisco, as pessoas não estariam no centro das preocupações. "Passamos a acreditar que tudo gira em torno do dinheiro.  O sistema atual existe função do dinheiro e não das pessoas", disse.

    Ontem (12), o papa afirmou, na missa de abertura da 20ª assembleia geral da Caritas Internationalis, que os "poderosos" serão julgados por Deus.

    "Devemos fazer o possível para que todos tenham o que comer, mas também precisamos lembrar aos poderosos da Terra que Deus os chamará a juízo um dia", afirmou.

    Para o bispo de Roma, o planeta é capaz de nutrir a todos, mas falta vontade às pessoas de compartilhar. "Dirá se eles realmente procuraram prover comida a cada pessoa e se atuaram para que o meio ambiente não fosse destruído", afirmou

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