Curta o Paulistana no Facebook



Missa inaugura processo de beatificação de Dom Hélder Câmara

Posted on
  • domingo, 3 de maio de 2015
  • by
  • Redação
  • in
  • Marcadores:
  • Dom Saburido, arcebispo de Olinda e Recife, apresentou grupo de trabalho

    Dom Hélder ganhou o título em abril de "servo de Deus". Foto: Renata Gabrielle/Divulgação

    Da Redação

    O arcebispo de Olinda e Recife, Dom Fernando Saburido, abriu oficialmente na manhã deste domingo (3) o processo de beatificação e canonização do ex-arcebipo Dom Hélder Câmara.

    Tribunal responsável pela causa tomou posse durante celebração na Igreja Catedral do Santíssimo Salvador do Mundo, em Olinda, por volta das 9h.

    Decreto de constituição do tribunal foi lido por Dom Saburido, que apresentou o grupo de trabalho.

    “O objetivo será analisar os novos textos publicados por Dom Hélder e ouvir pessoas que tiveram contato com o Servo de Deus”, já havia explicado o postulador da causa de beatificação e canonização, frei Jociel Gomes, ao site da arquidiocese.

    Escritos, mensagens, livros e outros objetos relacionados à vida de Dom Hélder têm sido coletados desde o mês passado.

    Relembre

    Dom Saburido recebeu carta do Vaticano no começo do mês passado que informava que Dom Hélder Câmara havia recebido o título de "Servo de Deus", o primeiro passo para alguém se tornar beato.

    "Tenho um carinho enorme por Dom Hélder e desde que cheguei à arquidiocese há esse desejo do povo de Deus", afirmou o arcebispo em entrevista coletiva.

    A beatificação, que considera alguém um modelo para Igreja devido a ter "virtudes heroicas", é o primeiro passo para alguém se tornar santo. Para a santificação, em seguida, é necessário ter um milagre comprovado, a menos que o Papa o considere dispensável.

    Dom Hélder Câmara, morto em 1999 aos 90 anos, foi arcebispo de Recife e Olinda durante todos os anos da Ditadura Militar (1964-1985). Desembarcou na região durante o Golpe e completou a idade de aposentadoria (75) no último ano.

    Hélder ganhou destaque por enfrentar o regime e se colocar ao lado dos pobres. Ganhou prêmios internacionais como o Martin Luther King, nos EUA, em 1970, e escreveu 22 livros.

    O arcebispo também ficou famoso por frase dita em relação às acusações políticas contra quem se colocava ao lado dos mais vulneráveis. "Quando dou comida aos pobres, me chamam de santo. Quando pergunto porque eles são pobres, chamam-me de comunista", dizia Dom Hélder.

    Leia também: Bispo do Belém relembra memória de Dom Hélder e Dom Luciano