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Padre Oscar Beozzo adere à campanha contra redução da maioridade

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  • segunda-feira, 4 de maio de 2015
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  • "#NãoEmMeuNome" defende que mudança não pode usar argumentos religiosos

    Beozzo é coordenador do Ceseep e membro da comissão da CF 2016. Foto: Divulgação

    Da Redação

    O padre coordenador do Ceseep (Centro Ecumênico de Serviços à Evangelização e Educação Popular) Oscar Beozzo entrou nesta segunda-feira (4) na campanha "#NãoEmMeuNome", articulada pelo Conic Brasil (Conselho Nacional de Igrejas do Brasil).

    Foto do sacerdote (veja acima), que também é historiador e membro da comissão Campanha da Fraternidade ecumênica 2016, foi divulgada pelo conselho.

    O objetivo da campanha é mostrar que a redução da maioridade penal de 18 para 16 anos não deve ser defendida com base em argumentos bíblicos.

    A PEC 171/1993, de autoria do Pastor Domingos (PP), tramita atualmente na Câmara dos Deputados e utiliza passagem bíblica na argumentação de seu texto.

    "A uma certa altura, no Velho Testamento, o profeta Ezequiel nos dá a perfeita dimensão do que seja a responsabilidade pessoal. Não se cogita nem sequer a idade: 'A alma que percar, essa morrerá' (Ez. 18)'", diz o texto. O projeto também cita Davi como um jovem com "potencial admirável" para "atacar o inimigo do seu rebanho".

    Entidades cristãs como a CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil), a Pastoral da Juventude e a Reju (Rede Ecumênica da Juventude) têm se manifestado contra a redução da maioridade, que seria um solução para a criminalidade que não a trata como um problema social.

    "A redução da maioridade penal não é solução para a violência que grassa no Brasil e reforça a política de encarceramento num país que já tem a quarta população carcerária do mundo", disseram os bispos em nota divulgada no final do mês de abril.

    Leia também: Reduzir a maioridade penal é crucificar os jovens