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Papa Francisco já leu o livro "Pedagogia do Oprimido", de Paulo Freire

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  • segunda-feira, 25 de maio de 2015
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  • Redação
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  • Informação foi dada pela viúva do educador, que foi recebida no Vaticano em abril

    Ana Maria quer ajuda para ter acesso a cartas e ao Arquivo do Vaticano. Foto: Arquivo Pessoal
    Da Redação

    O Papa Francisco já leu uma das obras mais importantes do educador brasileiro Paulo Freire, "Pedagogia do Oprimido", segundo contou a viúva do sociólogo, Ana Maria Freire. A informação foi publicada nesta segunda-feira (25) pelo jornal Folha de S.Paulo.

    Ana Maria foi recebida em audiência pelo pontífice no mês passado. O objetivo da conversa foi pedir ajuda a Francisco para religiosos divulgarem cartas que receberam de Paulo Freire sobre a Teologia da Libertação.

    A viúva também afirmou que gostaria de pesquisar nos Arquivos do Vaticano a influência das ideias de Paulo Freire no pensamento do Papa Paulo VI, que finalizou o Concílio Vaticano II, e de outros papas.

    Ao fim do encontro, segundo a reportagem do jornal, Francisco a convidou para comer pizza em Roma e disse que gostaria de provar feijoada de Ana Maria quando fosse visitar o Brasil novamente.

    Paulo Freire e os teólogos da libertação tratam da opressão sofrida pelos mais pobres na sociedade sob os pontos de vista educacional e teológico, respectivamente. Já o Concílio Vaticano II estabeleceu a ideia de opção preferencial da Igreja pelos mais necessitados.

    A Teologia da Libertação, por conter elementos marxistas, foi condenada pelo Papa São João Paulo II nos anos 80, sob operação comandada pelo então prefeito da Congregação Para a Doutrina da Fé, Joseph Ratzinger, o futuro Papa Bento XVI. Padres e bispos foram transferidos para regiões distantes no Brasil, por exemplo.

    Já o Papa Francisco tem dialogado com teólogos da corrente, como Gustavo Gutiérrez, e feito declarações contrárias ao capitalismo e de alerta para a miséria no mundo.

    Deverá ser publicada no próximo mês, ainda, encíclica que o papa escreveu com ajuda de material enviado por Leonardo Boff, teólogo brasileiro que ficou famoso nos anos 80 por ter o seu livro "Igreja: Carisma e Poder" censurado pelo Vaticano.

    Leia também: A encíclica que nos espera